Ave Maria
(de Gounod)
Mirusia Louwerse com Andre Rieu - Ave Maria
Jackie Evancho - Ave Maria
The Carpenters (Karen e o irmão Richard)
Ave Maria
(de Gounod)
Mirusia Louwerse com Andre Rieu - Ave Maria
Jackie Evancho - Ave Maria
The Carpenters (Karen e o irmão Richard)
Bernardo Sassetti - (Lisboa, Portugal - 24 Junho de 1970 - 10 Maio de 2012).
Singela homernagem com o vídeo My Funny Valentine que, segundo creio, é uma composição de Bernardo Sassetti para o filme "O talentoso Mr. Ripley".
(Des)Armados
Armados da certeza que não morre,
Seremos sempre os filhos da verdade
E, sobre esta injustiça que nos cobre,
Semearemos cravos de vontade!
Armados, desarmados… como seja
Próprio ao desenrolar deste momento,
Anularemos jugo, insulto, inveja,
Daqueles que nos roubaram o sustento!
Cairão sob as armas que não temos
Quantos acreditarem que os tememos
E uns tantos que se vendem ao poder
Porque amanhã decerto venceremos
E (des)armados vamos porque cremos
Que quem de amor se armou, tem de vencer!
........................................
In “Pequenas Utopias” de Maria João Brito de Sousa
No No lançamento de "Pequenas Utopias"
no Espaço Garrett em Grândola
Maksim Mrvica completa hoje 37 anos. Nasceu em Sibenik, na Croácia, a 3 de Maio de 1975. É considerado um músico “crossover”.
Para quem gosta de música felizmente que há também o “estilo crossover”.
O termo Crossover significa uma mistura, algo que não se enquadra em nenhuma categoria (crossing over). O que não invalida que o próprio termo não acabe por designar um estilo próprio como se constata na indústria automóvel em que os “crossover” já constituem um segmento próprio. O mesmo aconteceu no mundo da música.
No mundo da música clássica assume-se que os Três Tenores iniciaram o estilo crossover na década de 90, o que significa ignorar o êxito popular de Mario Lanza na década de 50 com várias interpretações a atingirem o topo das tabelas de música pop. Mas assumindo os Três Tenores como referência para esta classificação, foi Freddy Mercury quem baralhou definitivamente a crítica com o «CD mais bizarro do ano» - “Barcelona” editado em 1988 e que conquistou todos os públicos. Em 1995 Vanessa-Mae, a menina-prodígio do violino, toca peças clássicas intercaladas com versões modernas e apresenta-se em palco ao melhor estilo duma pop star. O êxito é imediato e mundial e apesar de ser rotulada de “Lolita violinista” por muitos críticos, desperta o interesse de produtores que vão impulsionar o surgimento de novas formações de intérpretes e músicos clássicos a tocar música “crossover”. O êxito desta nova forma de abordar a música clássica leva também músicos a assumir individualmente uma nova postura em palco para com a música e o público.
Para quem tenha curiosidade sobre o tema, aconselho a leitura do artigo Crossover (music) da Wikipedia.
«O virtuoso não serve a música. Serve-se dela» - Jean Cocteau
Grieg - Concerto nº 1 para piano e orquestra (1º andamento)
Exodus – tema do filme com o mesmo nome
Rimsky-Korsakov - O voo do moscardo
A sonda espacial Soho da Nasa capturou no dia 24 de abril uma imagem que mostra um objeto metálico com um braço gigantesco, semelhante a uma nave espacial e está orbitando próximo ao sol.
Cientistas acreditam que a nave espacial é apenas uma coleção de listas luminosas produzidas por raios cósmicos que passaram rapidamente pelo sensor da câmara no momento em que a foto foi registada.
Edward Kennedy Ellington – "Duke" Ellington (Washington, 29 de Abril de 1899 — Nova Iorque, 24 de Maio de 1974).
Nasceu há 113 anos o que é considerado o maior compositor de sempre de jazz além de talentoso pianista e dirigente de orquestra.
Rockin In Rhythm
Mood Indigo
A Liberdade tem muitas formas de expressão.
Uma estória em dois vídeos pelo grupo Bond - Tania Davis (primeiro violino, Australiana), Eos Chater (segundo violino, Galesa), Elspeth Hanson (viola, Inglesa) e Gay-Yee Westerhoff (violoncelo, Inglesa).
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Texto retirado do sítio da DGLB, Direcção–Geral do Livro e das Bibliotecas
Neste dia em que se celebra o livro, opto por um pequeno texto publicado em 2006 nos “Escritos de Eva”, retirado dum livro que me diz muito.
«Chamo-me Óscar, tenho dez anos, peguei fogo ao gato, ao cão, à casa (acho que até grelhei os peixes vermelhos) e é a primeira carta que te mando porque dantes, por causa dos estudos, não tinha tempo.» Podia também ter dito: «Chamam-me Cabeça de Ovo, pareço ter sete anos, vivo no hospital por causa do meu cancro e nunca te dirigi a palavra porque nem sequer acredito que tu existas.»
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Apenas a Vóvó-Rosa não mudou. ... ... ... Deus, não te apresento a Vóvó-Rosa, é uma grande amiga tua, visto que foi ela quem me disse para te escrever.
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
- E porque haveria de escrever a Deus?
- Irias sentir-te menos só.
- Menos só com alguém que não existe?
- Faz com que ele exista.
Debruçou-se para mim.
- Cada vez que acreditares nele, existirá um bocadinho mais. Se persistires, existirá completamente. Então, vai fazer-te bem.
- O que é que eu lhe posso escrever?
- Confia-lhe os teus pensamentos. Os pensamentos que não dizes são pensamentos que pesam, que se incrustam, que são um fardo, que te imobilizam, que tiram o lugar às ideias novas e que te apodrecem. Vais transformar-te numa lixeira de velhos pensamentos malcheirosos, se não falares.
- O.K.
- E depois, a Deus, podes pedir-lhe uma coisa por dia. Atenção! Só uma.
- Não vale nada, o seu Deus, Vóvó-Rosa. O Aladino tinha direito a três desejos com o génio da lâmpada.
- Um desejo por dia é melhor que três durante uma vida, ou não?
- O.K. Então posso pedir-lhe tudo? Brinquedos, bombons, um carro...
- Não, Óscar. Deus não é o Pai Natal. Só podes pedir coisas do espírito.
- Por exemplo?
- Por exemplo: coragem, paciência, esclarecimentos.
- O.K. Estou a ver.
- E também podes, Óscar, sugerir-lhe favores para os outros.
- Um desejo por dia, Vóvó-Rosa, vou lá desperdiçá-lo, primeiro vou guardá-lo para mim!
E pronto. Então, Deus, nesta primeira carta, mostrei-te um pouco o género de vida que tenho aqui, no hospital, onde agora me olham como um obstáculo à medicina, e gostaria de te pedir um esclarecimento: vou curar-me? Respondes sim ou não. Não é lá muito complicado. Sim ou não. Riscas o que não interessa.
Até amanhã, beijinhos
Óscar.
P.S. Não tenho a tua morada: como é que faço?
in "Óscar e a senhora cor de rosa" de Eric-Emmanuel Schmitt
Morgan Robertson (1861 – 1915), foi um escritor norte-americano que publicou um romance intitulado “Futility, or the Wreck of the Titan” (Futilidade ou o Naufrágio do Titan) em 1898.
Até aqui, nada de especial. Mas o que tornou famosa essa obra quase desconhecida foi o naufrágio do Titanic 14 anos depois.
Porquê?
Porque o enredo é sobre o naufrágio dum transatlântico inglês, Titan, que se afunda na viagem inaugural após chocar com um iceberg no Atlântico Norte.
Tinha mais uns pormenores curiosos: além do nome, Titan, o navio no romance de Robertson também era considerado insubmergível. As dimensões, a capacidade de passageiros e a velocidade também eram muito semelhantes ao Titanic da vida real que só começaria a ser construído 11 anos depois, em 1909. O nome do comandante do navio era Smith, havia duas orquestras a bordo e o local do acidente era o mesmo.
Robertson inventou o Titan como um navio praticamente inafundável graças aos 19 compartimentos estanques que lhe permitiam navegar mesmo com 9 desses compartimentos inundados pelo que era dotado de apenas 24 botes salva-vidas.
Após o desastre do Titanic, Robertson reeditou o romance, em 1914, com alterações em que aproximou ainda mais a descrição do Titan ao Titanic.
|
|
|
Titan do romance de Robertson de 1898 |
|
Titanic |
|
Nacionalidade |
|
Britânico |
|
Britânico |
|
Comprimento |
|
800 pés |
|
882.5 pés |
|
Metal |
|
Aço |
|
Aço |
|
Peso |
|
45,000 |
|
66,000 |
|
Potência |
|
40,000 |
|
46,000 |
|
Hélices |
|
3 |
|
3 |
|
Mastros |
|
2 |
|
2 |
|
Compartimentos estanques |
|
19 |
|
16 |
|
Botes salva-vidas |
|
24 |
|
20 |
|
Capacidade de passageiros |
|
3,000 |
|
3,000 |
|
Passageiros a bordo |
|
3,000 |
|
2,228 |
|
Velocidade no acidente |
|
25 nós |
|
22.5 nós |
|
Horas do impacto |
|
Perto da meia-noite |
|
11.40 da noite |
|
Ponto do impacto |
|
Estibordo |
|
Estibordo |
|
Local do acidente |
|
400 milhas de |
|
400 milhas de |
|
Mês |
|
Abril |
|
Abril |
|
Número de |
|
13 |
|
705 |