Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
Um devotado praticante de meditação, tendo passado anos concentrado num determinado mantra, havia conquistado interiorização suficiente para começar a ensinar. A humildade do estudante estava longe de ser perfeita, mas os mestres no mosteiro não se preocupavam com isso.
 
Após alguns anos de ensino bem sucedido, o praticante ficou com a certeza de que não precisava de aprender com mais ninguém; mas ao ouvir falar de um famoso ermitão, que vivia próximo, achou a oportunidade demasiado atraente para ser ignorada.
 
O ermitão vivia sozinho numa ilha no meio de um lago pelo que o praticante contratou um homem com um barco para o levar à ilha. O praticante foi  muito respeitoso com o velho ermitão. Depois de tomarem chá, o praticante perguntou ao ermitão sobre as suas práticas espirituais. O ermitão respondeu-lhe que não tinha nenhuma prática espiritual, à excepção de um mantra que ele repetia, todo o dia, para si mesmo. O praticante estava extasiado: o ermitão usava o mesmo mantra que ele; mas quando o ermitão pronunciou o mantra em voz alta, o praticante ficou estarrecido!
- O que está errado? - Perguntou o ermitão.
- Eu não sei que dizer. Receio que tenha desperdiçado toda a sua vida! O senhor está a recitar o mantra de forma incorrecta!
- Oh! Isso é terrível. Como deveria dizê-lo para estar correcto?
 
O praticante ensinou a pronúncia correcta e o velho ermitão ficou muito agradecido, pedindo para ser deixado a sós para que pudesse começar imediatamente a praticar.
Na travessia de regresso, o praticante, agora obviamente um mestre completo, veio a reflectir sobre o triste destino do velho ermitão.
"Foi muita sorte eu ter vindo. Pelo menos ele terá um pouco de tempo para praticar correctamente antes de morrer".
 
De repente, o praticante percebeu que o barqueiro estava a olhar assustado e, virando-se, viu o ermitão de pé, respeitosamente, sobre a água junto ao barco.
- Peço que me desculpe. Lamento incomodá-lo mas esqueci-me, de novo, da pronúncia correcta. Importar-se-ia de a repetir, por favor?
- Obviamente o senhor não precisa disto - gaguejou o praticante. Mas o ermitão insistiu educadamente no seu pedido até o praticante aceder e repetir novamente o mantra.
 
O velho ermitão foi recitando o mantra muito cuidadosamente, devagar e repetidamente, enquanto caminhava sobre a superfície das águas, de volta à ilha.
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in "O Livro dos Contos Tibetanos"

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publicado por eva às 19:30
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
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DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM
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Aprovada pela Assembleia Geral da ONU
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Em 10 de Dezembro de 1948
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PREÂMBULO
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Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;Considerando que é essencial a protecção dos direitos do homem através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;Considerando que, na carta os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos do homem e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do homem e das liberdades fundamentais;Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos do Homem como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob sua jurisdição
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Artigo 1 °
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Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para os outros em espírito de fraternidade.
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E a minha maneira de comemorar, hoje, este dia, é com a Jem, em dois vídeos da canção "Once in every lifetime" que faz parte da banda sonora do filme "Eragon". O primeiro vídeo com imagens do filme; o segundo, com a letra.

 

 

 

 



publicado por eva às 22:39
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