Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Em 1975 Chico Buarque compôs "Tanto Mar" que dedicou à revolução portuguesa e a um seu grande amigo, o português José Nuno Martins. A canção foi proibida no Brasil onde apenas foi gravada a versão instrumental sendo editada, em Portugal, a versão cantada.

  

 

 Tanto Mar

 

Em 1978 Chico Buarque pôde regravar "Tanto Mar" e, nessa altura, alterou a letra gravando "Tanto Mar II".

 

 

 Tanto Mar II



publicado por eva às 10:58
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

 

 

Now em http://hurryup-leve.blogspot.com/2011/04/so-sweet.html


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publicado por eva às 20:45
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Kika, a minha gatinha, na brincadeira, fez-me um pequeno arranhão na mão direita. Nada que tenha importância - no entanto, achei conveniente desinfectar – acabo de escrever desinfectar, paro e penso: - desde que me lembro nunca hesitei como agora para escrever uma palavra! - ponho c, antes do t ,ou não? -isto do novo acordo ortográfico deixa-me com vontade de mandar passear quem o decidiu e fazer como meus Pais fizeram no seu tempo – continuaram a escrever como tinham aprendido indiferentes às mudanças de farmácia com ou sem ph, etc. etc…

Mas, não foi a nova moda da escrita que me prendeu a atenção, o que me fez confrontar com a minha realidade foram as minhas mãos. De repente tive a sensação que estava a cuidar das mãos da minha Avó quando me pedia ajuda por se ter arranhado ao cuidar das suas flores.

Por esse tempo, lembro-me de ficar comovida e triste quando ela com um ar nostálgico dizia: chamam-se a estas manchas “ rosas do túmulo” e, com uma das mãos afagava as costas da outra alisando a pele, enrugada e murcha cheia de pequenas manchas castanhas como sardas.

Ocorreu-me isso, agora, fixando as minhas próprias mãos, e logo me lembrei da Querida Matilde Araújo passando a sua mão macia pelas minhas, calejadas e ásperas dos canivetes, limas e formões na época em que eu fazia figurinhas em pau de buxo, dizendo-me, com apreço, naquele seu jeito de falar quase entoado – as suas mãos são as suas obreiras, Maria José!

As mãos, são o ponto que fixo, observo e mais me encanta em qualquer pessoa. Nas fotografias, é para onde olho em primeiro lugar. A linguagem das mãos seduz-me e apaixona-me. As mãos casam-se com os olhos para falar da alma. Completam-se.

Também num dos meus primeiros livros de escola, havia uma lição que começava assim: “ fora daquelas mãos estilizadas que os pintores debuxam nos seus quadros, não há mãos bonitas na sociedade propriamente dita”.

E, depois, vinha a frase de que eu mais gostava” as mãos de minha mãe tinham um calo de abrir e fechar a porta da despensa”

Eu via essa mãe, o molho das chaves e, sentia-me mimalha pedindo como se de minha própria Mãe se tratasse: - deixe-me ver, eu não mexo em nada, e olhava em volta corando como se alguém ouvisse a voz do meu desejo.

Por estas e outras lembranças, muitas vezes penso na responsabilidade de quem educa crianças.

O mundo delas não cabe no nosso…abrange-o, mas ultrapassa-o.

Quase oitenta anos depois, ainda vejo as imagens que o meu coração desenhava lendo ou ouvindo estas pequenas coisas.

Beijou-lhe as mãos…Apertou-lhe a mão…

Mordeu a mão que o amparou…

Afinal, as mãos, são, mais do que as extremidades dos membros superiores. Sem deixar de o ser, são ainda, também, e muito principalmente: - as “extremidades frágeis de nossos gestos imperfeitos, onde às vezes nascem flores” – ou não…

 

Maria José Rijo em http://paula-travelho.blogs.sapo.pt/309313.html

 



publicado por eva às 20:44
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Com o aproximar do verão o vestuário feminino fica mais leve (o masculino também) e quase todas as mulheres sonham com o emagrecimento; as farmácias agradecem e a indústria de cosmético ou de venda de sonhos rejubila.

Por razões completamente diferentes o Estado também precisa de emagrecer. O emagrecimento do Estado é sagrado para os neoliberais mas a sua receita é tão ineficaz como a da indústria de cosméticos: aplicam a mesma taxa a todos, menos 5% ou menos 10%, etc. Para os de cima não faz diferença,  mas os de baixo emagrecem contra a sua vontade.

É deste método cego que os neoliberais adoram mas existem outros métodos mais eficazes e menos injustos.

O emagrecimento do Estado faz-se de cima para baixo, com canivete fininho, eliminando as sucessivas camadas de assessores, consultores, secretárias, gabinetes de imprensa, automóveis topo de gama, cartões de crédito, telemóveis, motoristas, subsídios vários e outras mordomias, resumindo, eliminado os tachos de boy e girles.

Depois segue-se a extinção de institutos, fundações, participações variadas, empresas municipais e outras confusões de que mal temos notícia.

O mesmo se diga da Administração Regional e Local. Este método é mais doloroso porque atinge em cheio as clientelas partidárias, amigos e parentes.

Paços Coelho diz que quer um governo pequeno, apenas com dez ministros. Até podiam ser só cinco, o problema não reside no número de ministros mas nos actos de gestão. Com memos ministros podem continuar a fazer-se Parcerias Público Privadas, derrapagens orçamentais nos concursos, mais aeroportos em Beja, etc., etc. … e os boys e girles podem entrar para outros cargos.

Este método é o único que pode mobilizar os portugueses porque vêem que a crise também chegou ao de cima, exactamente de onde devem partir os exemplos.

 

P.S.

Os figurões do planeta do futebol irão continuar a acender charutos com notas de €500,00 ?

 

Origens em  http://artesaoocioso.blogs.sapo.pt/534336.html




publicado por eva às 20:43
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Mas tu não sabes,

Tu não vês

Que cada dia,

Só será dia se o tiver justificado?

 

Nunca sentiste

Essa estranhíssima euforia

Que perpetua

Aquilo que é criado?

 

Não reparaste

Nas razões que desconheces

A sorrirem pr’a ti

Como se as preces

Não fossem as fronteiras

Do tangível?

 

Duma humildade que tanto apregoas,

Duma vontade que não dá descanso,

Desse incondicional nunca parar

Que irá justificar sermos pessoas…

 

Daquilo que vais dando e eu nunca alcanço

Porque é sempre um recuo, esse alcançar…

 

Se crês poder voar…

                                     porque não voas?


 

Maria João Brito de Sousa em  http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/2011/03/09/




publicado por eva às 20:41
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

O psicanalista Carl Gustav Jung passou quase toda a sua longa existência pesquisando mitos e símbolos de todos os povos e culturas da humanidade. E vindo parar aqui, na América do Sul, encontrou-se com uma comunidade indígena peruana que lhe afirmava com fé que deveriam subir a montanha de madrugada e rezar para o sol nascer. Curioso, o grande pesquisador perguntou-lhes: - E se vocês deixarem de fazer esse pedido ao sol, o que poderá acontecer? Um deles, respondeu-lhe: - Se não rezarmos, a terra se acabará. Essa foi a missão que os nossos antepassados nos confiaram e a cumpriremos até o último dos nossos dias. Sempre pensei nesse episódio e agora, em face de tão graves ameaças à vida na terra, volto-me mais e mais para esses questionamentos metafísicos. Peço-lhes somente que nos ajudem a responder as seguintes indagações: Será que os Índios Pueblos deixaram de rezar? Extinguiu-se a comunidade que cumpria com tanto rigor esse ritual milenar? Em caso afirmativo, quem rezará todas as madrugadas para que os dias continuem a amanhecer?

 

Vanuza Pantaleão  em  http://vanuzapantaleao.blogspot.com/2011_04_06_archive.html



publicado por eva às 20:40
Sábado, 16 de Abril de 2011

Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, Grã-Bretanha, 16 de Abril de 1889 - Corsier-sur-Vevey, Suiça, 25 de Dezembro de 1977)

 

 

Biografia de Charlie Chaplin (em português): http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin

Biografia de Charlie Chaplin (em inglês): http://www.charliechaplin.com/biography/articles/21-Overview-of-His-Life

 

 

 

Smile com Geraldine Chaplin e Oona

Música de Chaplin para Modern Times em 1936

Letra de John Turner e Geoffrey Parsons em 1954

 

Discurso de "O Grande Ditador", filme de 1940

 

Chaplin: eterno

 


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publicado por eva às 11:13
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