Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, Brasil 1923 — 2012)

 

Poeminha de Insatisfação Absoluta

 

O que me dói

É que quando está tudo acabado

Pronto pronto

Não há nada acabado

Nem pronto pronto

Pintou-me a casa toda

Está tudo limpado

O armário fechado

A roupa arrumada

Tudo belo, perfeito.

E no mesmo instante

Em que aperfeiçoamos a perfeição

Uma lasca diminuta, ténue, microscópica,

Não sei onde,

Está começando

Na pintura da casa

E as traças, não sei onde,

Estão batendo asas

E a poeira, em geral, está caindo invisível,

E a ferrugem está comendo não sei quê

E não há jeito de parar.

 

Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"

 

 

Poeminha sobre as Reacções Paradoxais numa Sociedade

 

Na conversa sofisticada

a debutante, nervosa,

tem um problema bem seu:

fingir que entende tudo

ou fingir que não entendeu

 

Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"



publicado por eva às 16:32
Shining!!!

Convido-te a dar uma espiada às 38 máximas de Millôr e ao Poema Matemático, no NOW...




ç PUF
blue a 30 de Março de 2012 às 17:29

Obrigada! A caminho!

Ç energia digital
eva a 30 de Março de 2012 às 19:25

mais sobre mim
Março 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

20
22
23
24

26
27
28
30
31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO