Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Sábado, 14 de Abril de 2012

Morgan Robertson (1861 – 1915), foi um escritor norte-americano que publicou um romance intitulado “Futility, or the Wreck of the Titan” (Futilidade ou o Naufrágio do Titan) em 1898.

Até aqui, nada de especial. Mas o que tornou famosa essa obra quase desconhecida foi o naufrágio do Titanic 14 anos depois.

Porquê?

Porque o enredo é sobre o naufrágio dum transatlântico inglês, Titan, que se afunda na viagem inaugural após chocar com um iceberg no Atlântico Norte.

Tinha mais uns pormenores curiosos: além do nome, Titan, o navio no romance de Robertson também era considerado insubmergível. As dimensões, a capacidade de passageiros e a velocidade também eram muito semelhantes ao Titanic da vida real que só começaria a ser construído 11 anos depois, em 1909. O nome do comandante do navio era Smith, havia duas orquestras a bordo e o local do acidente era o mesmo.

Robertson inventou o Titan como um navio praticamente inafundável graças aos 19 compartimentos estanques que lhe permitiam navegar mesmo com 9 desses compartimentos inundados pelo que era dotado de apenas 24 botes salva-vidas.

Após o desastre do Titanic, Robertson reeditou o romance, em 1914, com alterações em que aproximou ainda mais a descrição do Titan ao Titanic.

 

 

 

Titan

 do romance de Robertson de 1898

 

Titanic

Nacionalidade

 

Britânico

 

Britânico

Comprimento

 

800 pés

 

882.5 pés

Metal

 

Aço

 

Aço

Peso

 

45,000

 

66,000

Potência

 

40,000

 

46,000

Hélices

 

3

 

3

Mastros

 

2

 

2

Compartimentos

estanques

 

19

 

16

Botes

salva-vidas

 

24

 

20

Capacidade de passageiros

 

3,000

 

3,000

Passageiros a bordo

 

3,000

 

2,228

Velocidade no acidente

 

25 nós

 

22.5 nós

Horas do impacto

 

Perto da

meia-noite

 

11.40 da noite

Ponto do impacto

 

Estibordo

 

Estibordo

Local do acidente

 

400 milhas de
  Newfoundland

 

400 milhas de
  Newfoundland

Mês

 

Abril

 

Abril

Número de
  sobreviventes

 

13

 

705



publicado por eva às 16:41
Amazing!!!

Sobretudo porque a notar-se alguma diferença é só no número de sobreviventes, talvez por Robertson querer simplesmente dar ênfase ao número 13 ou porque a sua invenção era, de facto, menos afundável!!

Um carinho muito especial pela orquestra que continuou a tocar até o barco se partir em dois...

Quando embarquei no Titanic em Las Vegas (exposição) eu fui um não sobrevivente...

Muito giro! Aconselho vivamente!!! Oferece-te isso logo que possas por todos os motivos, obviamente LASVEGAS incluído!!!

ç grata por não ter embarcado em Southampton em 1912



blue a 14 de Abril de 2012 às 17:45

Interessante essa viagem em Las Vegas. Nunca fui aos States. Por qualquer estranha razão nunca fui à América do Norte apesar de ter estado anos na América do Sul. Há coisas que não são para explicar e essa é uma delas. Mas o futuro é sempre uma caixinha de surpresas pelo que nunca se sabe!
Gostei da informação.

Ç sul americana
eva a 14 de Abril de 2012 às 20:51

Ah, sim? Onde, se não é indiscrição?

Quando o assunto é Viagens, acordo logo!!!

Da América do sul só conheço o Brasil onde já estive quatro vezes, mas sempre em sítios diferentes.

Dp, da América central, conheço a Costa Rica, Nicarágua, Cuba e República Dominicana.

Dos EUA, conheço poucos estados. Estive na Califórnia, Nevada, Arizona e Nova Iorque. Em contrapartida, a minha filha mais velha, que só tem menos 18 anos que eu, conhece-os quase todos e se não me bateu já quanto ao resto do mundo, não anda longe...

Mas a história com Las Vegas vale a pena ser contada pelo seguinte facto:

Eu queria afastar-me para o mais longe que pudesse para festejar os meus 50 anos. Acontece que Las Vegas nem sequer se encontrava, à partida na rota...

Como eu meto muitas coisas na cabeça e só se morrer é que não as cumpro, disse:

-"Não posso morrer sem conhecer a Polinésia Francesa! Vai ser sem tirar nem pôr quando fizer 50 anos. Como faço em janeiro, essa altura inviabilizava o tempo que eu queria lá estar, então, muito bem pensei, melhor o fiz: ANTECIPEI os meus 50 anos para as férias grandes.

Aos 49 anos, lá fui festejar os meus 50.

E, mas, então, Las Vegas?

Pois, é que para chegar a Papeete, capital do Taihiti ou se opta por ir na Air France e fazer escala em Paris ou noutra companhia qlq e fazer escala em Los Angeles.

Não só eu já tinha jurado que nunca mais viajaria com a Air France ( mto antes da queda do avião Rio De Janeiro/Paris) como a alternativa era imperdível!

Como eu também já tinha feito outra jura depois de ter ido à Austrália e ter feito para além das escalas pequenas, um voo de 12h seguidas, depois de outro de 12h seguidas, o que perfez 42h acordadda, desde a saída até à chegada...dizia eu que já tinha feito uma jura em como nunca mais faria mais que um voo de longo curso num só dia, comecei por ficar 4 dias em Los Angeles, mas ainda sem qlq viagem comprada para Taihiti. Não tinha marcado nada!!! Quando percebi que Los Angeles tinha muito pouco para ver e que o essencial se via em três dias ou até menos, comprei um voo (baratíssimo) para S. Francisco e fiquei lá 6 noites. Como ia fazendo bookings na hora, reparei que Las Vegas era apenas a uma hora de voo de S. Francisco e muito em conta e aí fui eu. Olha, Eva, se houve prenda que eu não estava mesmo nada à espera foi a de ter lá passado 16 noites inesquecíveis! É muito, muito giro! Como é que o preconceito e as notícias podem aniquilar um local fantástico!!! Ainda bem que eu sempre precisei de ver para crer!
Atenção que eu nem jogo nem bebo, a prova que Las Vegas é muito mais que JOGO, BEBIDA, entre outros! Confesso que a única coisa que me custou um bocadinho foi sentir o branco dos olhos a cozer com os 45 graus! E a água tem de se beber em permanência. Não há hesitação, a garrafa vai à boca como quem respira! Dali ainda fui ao Grand Canyon! Vi o David Copperfield, a exposição do HUMAN BODIES (proibida em Zurich) e a exposição TITANIC, entre outros shows. Inclusive estive no show televisivo "Preço Certo" lá do sítio! São loucos! Palavra de honra que se não fosse por cumprimento da minha palavra, eu tinha estendido ali o resto das minhas férias, mas como tb gosto de variar, lá rumei novamente a LA para conseguir uma viagem para a Polinésia. Percorri distâncias a pé de suar em bica, pois não se anda a pé em LA. Parti de Portugal com a estúpida ideia que veria uma agência de porta em porta, mas a única que encontrei e onde comprei bilhete era a milhas, de tal forma que lá ensinaram-me a fazer um cambalacho que é fazer-me passar por turista de um hotel da zona e apanhar o transfer até ao aeroporto para não pagar nem táxi nem vir a pé. E resulta!!! Então lá cumpri o meu sonho estando 20 dias na Polinésia. A única coisa que ficou mesmo atravessada foi ter ficado a uma hora de avião de Bora Bora, mas não havia nem tempo nem lugares disponíveis antes da minha viagem de regresso que era a única coisa que eu tinha marcado, pois qdo não se compra ida e volta, a viagem só de ida fica ao mesmo preço e isso é um desperdício!

Espero não te ter saturado!

ç a Eva a caminho
blue a 15 de Abril de 2012 às 15:41

Não saturaste nada. Estive hesitante sobre o tipo de resposta. Há coisas que só se tornam compreensíveis devidamente enquadradas, como bem demonstraste.
Opto pela resposta mais simples porque não me sinto à vontade para certos esclarecimentos em via aberta. Quem sabe, um dia, seja possível a utilização doutras vias de comunicação mais personalizadas.
Conheço o Brasil de passagem, Rio de Janeiro.
Vivi uns anos na Argentina.
Não sou grande viajante mas durante uns anos, viajei pela Europa e corri Portugal continental de Norte a Sul.
A certa altura, ocorreram mudanças dramáticas na minha vida em que cessaram quase todas as atividades extra-sobrevivência.
Hoje a vida decorre normal e feliz embora com algumas limitações.
Tenho uma família maravilhosa que inclui duas filhas completamente diferentes. Uma corre mundo e viaja todos os anos, a outra só se interessa por Londres.
E são assim as andanças desta vida.

Ç estoriador
eva a 18 de Abril de 2012 às 12:30

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