Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

The lonely goatherd por Julie Andrews

Música de Richard Rodgers, letra de Oscar Hammerstein II 

 

Stayin´ Alive por Bee Gees 

 

Banda sonora de John Williams



publicado por eva às 18:14
Gostei de todos por razões completamente diferentes!

Quanto ao meu adorado Sound of Music acho que já sabes tudo!

O que este filme me deu só eu sei!!!

Para não me alongar mais uma vez, deixo apenas o registo que fez com que o tivesse visto onze vezes só no cinema.
Ao ver-me sempre metida em casa (outros tempos...), a minha mãe disse:

- Ó filha, porque é que não vais ver um filme. Olha, vai a Música do Coração no Tivoli, eu acho que tu vais gostar".

Só mesmo uma cinéfila para me passar esta herança. Obrigada mã!

Quanto, ao segundo, andava eu no Passos Manuel, o meu liceu durante cinco anos. Foi uma estreia muito esperada! Fui vê-lo com um grande amigo que hoje é comissário de bordo e que era completamente apanhadinho pela Barbra Streisand. Até, curiosamente, ainda ontem, encontrei uma Barbra desenhada por ele em 1975.

Quanto ao filme, nunca me hei-de esquecer duma frase que ele disse durante o decorrer do mesmo e que eu me vi grega para perceber. Dizia ele: - "O Travolta está a ser filmado como uma mulher".

Como? Podia repetir?

O que ele quis dizer é que pela primeira vez no cinema nos era mostrado o corpo do Travolta como quem filma uma mulher, de alto a baixo.

Se era a primeira vez, não sei, mas se calhar é bem provável, pois o John tinha um corpinho que merecia esse destaque.

Quanto ao último, apesar de agora não gostar nem um bocadinho de fição científica, naquela altura, era uma novidade e gostei!

ç de infância e adolescência debaixo do braço
Anónimo a 16 de Novembro de 2012 às 16:21

Leia-se ficção


ç sonoro
blue a 16 de Novembro de 2012 às 16:24

O comentário sobre o Travolta está engraçado mas verdadeiro. Realmente...
O Star Wars, como o Star Trek, não fazem o meu género mas o tema musical é daqueles que não se podem ignorar.
Aluna do Passos Manuel? Pois foi. A partir de certa altura passou a ser misto. Lembro-me do meu marido comentar um "erro" num livro do José Rodrigues dos Santos, passado na época salazarista, que colocou o Liceu Camões como misto. Lembro-me dele ter comentado que o Camões era uma espécie de filal da Mocidade Portuguesa, liceu só de rapazes e de regime quase militarista.

Ç de lembranças caseiras
eva a 20 de Novembro de 2012 às 17:46

Pois, o Passos Manuel era um liceu político e eu apanhei a ebulição do pós 25 de abril, uma vez que entrei no ano letivo74/75 e lá permaneci até 78/79. Paulo Portas passou por lá. Foram muitos os plenários a que assisti com ele sempre muito exaltado a impor os seus pontos de vista. Ele é um ano mais novo que eu bem como Manuel Monteiro que também lá andava. Havia também o Mexia que vivia numa mansão em frente ao Hospital de Jesus e passava a vida a dizer que não tinha culpa dos pais serem ricos. Respirava-se tanta política que eu própria fazia parte das listas. Agora quem é exatamente da minha idade e que era na altura meu treinador de andebol, (desporto em que era federada), pasma-te: António Costa! Era um grande liceu! Vivi lá momentos magníficos! Há um ano dei lá um salto só para espreitar! É impressionante como tudo vem ao de cima. Toda aquela entrada por onde passei centenas de vezes! Como era de noite e estava fechado, não pude entrar. Durante cinco anos, saía no metro do Rossio, subia todo o Chiado, passava o Largo Camões e descia aquela longa Calçada do Combro até virar à direita e ainda subir a rampa que vai dar ao liceu. Fi-lo sempre a pé, sem exceção, para lá e para cá e ADORAVAI!!! Muito Badminton joguei eu, nos intervalos, naqueles grandes pátios! Raquetes que ainda hoje guardo. Dava-se ali muita importância ao desporto! Curiosamente, logo depois, ainda frequentei o liceu Camões, à noite. O Camões do tempo dos reitores! Já apanhei sempre liceus mistos, mas quem viveu o totalitarismo de que falas foi a minha irmã, nascida em 54. Frequentou o Filipa de Lencastre (só raparigas) onde não se podia, entre inúmeras coisas, entrar nem pintada nem com meias de vidro. Lembro das mais rebeldes fazerem partidas e desenharem um risco ao longo da perna para que os professores pensassem tratar-se da costura das meias de vidro. Deve ter sido um tempo giro para oferecer resistência...Deixa saudades o tempo da disciplina, em que uma tosse genuína podia ser considerada uma insolência, em contrapartida com a rebaldaria que hoje em dia se vive nas escolas. Como sempre fui bem comportada e considero a disciplina fundamental, prefiro os tempos antigos. Embora as minhas memórias da primária sejam bem violentas. Havia quem abusasse do poder e exagerasse. Cheguei a levar reguadas muito fortes e quem encolhesse as mãos era obrigado a pô-las outra vez bem abertas, sem voltar a encolhê-las com dor, se é que não queríamos apanhar mais e mais. E, ainda, de levarem a minha rica cabecinha até à ardósia para bater com ela quantas vezes os disparates que dissessemos. Bastava um erro na tabuada ou uma palavra mal lida ou um verbo mal conjugado ou um erro no ditado. Não tinha nada a ver com mau comportamento. Era a mentalidade da época.! Ainda assim, continuo a achar que é preferível uma disciplina dura, sem necessidade de recorrer à tortura, do que a anarquia. Tchiiii, onde já vai o comentário...mais um bocadinho e só me falta acabar a cantar o Hino Nacional.

ç a ouvir as freiras da Música do Coração a cantar no Convento no CD original The Sound of Music que me foi oferecido em terras helvéticas.
blue a 21 de Novembro de 2012 às 15:44

Eu fui parar ao Maria Amália. Um problema para mim e maior para a minha pobre mãe. Habituadas a outros ares, a dançaricar e cantarolar no meio da rua sem qualquer problema, vi-me num país de gente sorumbática com mulheres que pareciam estar todas de luto. A minha mãe, por exemplo, passou a usar só saias porque calças era um exclusivo masculino. As roupas mais garridas eram vistas de lado a raiar os maus costumes. Eu encostava-me às paredes pois achava que os prédios me iam cair em cima. Era tudo pequenino, das ruas ás mentalidades. No Maria Amália era tudo "certinho", de bata branca com monograma, polícia à porta do liceu e os pais discretamente controlados enquanto esperavam a saída. As professoras pareciam saídas duma qualquer família Adams. No meio de todo aquele dislate tive duas professoras maravilhosas que salvaram a honra do convento.

Ç de repente saudosa dos Porfírios
eva a 25 de Novembro de 2012 às 20:26

Realmente não há nada como falar com alguém da nossa geração. É o revivalismo!

Tão engraçado falares dos Porfírios. Ainda há pouco passei por lá e não me conseguia lembrar-me do nome. Depois lembrei-me e depois esqueci-me, numa memória pisca-pisca.
Era a loja da minha irmã, toda para a frentex!

Descreveres aquele pessoal das escolas do antigamente como "a família Adams" é um brinquinho de se tirar a patente! O mais parecido que ouvi foi o desabafo de uma amiga minha que disse que sempre que passava nos corredores da escola que só esperava que os professores dinossauros fossem caindo que nem tordos a cada passagem por ela, tal era a idade e o ar.

Valha-nos as exceções!

ç Loja das Meias
blue a 25 de Novembro de 2012 às 21:13

Contos velhos...
Felizmente havia luar em páginas escondidas que deslizavam quase silenciosamente de mão em mão. Um pouco como descrevia A Invenção do Amor do Daniel Filipe.
«[...]A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A polícia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta
fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos»

Ç ...rumos novos
eva a 26 de Novembro de 2012 às 17:25

ç simplesmente Maria
blue a 27 de Novembro de 2012 às 17:52

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