Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

A RTP transmitiu ontem um programa duma série - Linha da Frente - intitulado "Quem és tu?"

O programa aborda a questão das "doenças da alma" e conta com a participação de Manuel Mendes de Almeida, padre e médico; Mário Simões, psiquiatra; Hugo dos Santos, psicólogo; Moisés Espírito Santo, sociólogo; Humberto Gama, padre e exorcista.

 

A ver por quem queira reflectir sobre o mundo que nos rodeia.

 

 

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/linhadafrente/?1-parte-do-Linha-da-Frente-de-2011-01-26.rtp&post=13719



publicado por eva às 15:42
Domingo, 21 de Junho de 2009

A terapia contém, por vezes, um moralismo subtil, um peso mesmo para aqueles que apreciam a sua eficácia. No mínimo, podemos acrescentar a meta do encantamento a todos os tipos de terapia, observando o que a alma deseja, o que a estimula e lhe dá ânimo para prosseguir.

Como vários poetas já lamentaram, os deuses partiram e nós vivemos uma época em que Deus e Adão já não caminham juntos no frescor do anoitecer. Ou, como afirmou Jung, os deuses agora surgem na forma das nossas doenças. Quando uma percepção do sagrado abandona um povo, o encantamento também desaparece, pois na verdade ele é a canção das ninfas na nossa música, a voz das fadas nos nossos discursos, os duendes e gnomos labutando no nosso trabalho. Quando nos deixamos convencer por especialistas a levar a vida com excessiva seriedade e literalidade, perdendo a fantasia e o sonho para o pragmatismo e o obsessivo empenho pelo «crescimento pessoal», então as próprias forças que podem concretizar as nossas metas desaparecem. A nossa medicina mata-nos e as nossas filosofias de mudança evitam que sejamos transformados.
O sagrado dá a tudo o que fazemos uma ressonância poderosa e expressiva. Sem essa reverberação sagrada, sofremos uma vida triste, carente, unidimensional. Vivemos esta falta de dimensão como problemas pessoais e desordem social e respondemos com programas pessoais e sociais. Mas o que é mesmo necessário é uma genuína terapia socrática de serviço àqueles elementos, facilmente reconhecíveis, que promovem o encantamento. Eles prometem um retorno da alma e a restauração de um estilo de vida sagrado - no fundo, a única terapia que funciona.

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in “A Emoção De Viver A Cada Dia”
de Thomas Moore

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publicado por eva às 22:00
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