Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Sábado, 29 de Maio de 2010

Há muitas formas de energia no Universo.

 

 

Optei por ilustrar deste modo e com um poema da "nossa" querida Maria João.

 

A cada um a sua energia?

 

 

Não vá ser tarde...

 

 

Queixo-me destas mãos

que se me colam

às folhas de papel

dos dias neutros

 

quantos dias, porém,

me serão neutros

se as folhas de papel

se me colarem às mãos?

 

Subo ao telhado

da nova contradição

vestindo as penas brancas

de um segredo

e rio-me dos fios de prata que correm

nas caleiras de um medo desconhecido

 

depois torno a queixar-me

das mãos neutras

coladas ao papel dos dias

dou um salto

em forma de metáfora 

e pouso suavemente

na superfície desta enchente de mim

 

Lembro as fábulas

que os deuses me contavam

no tempo em que o homem dominava a terra

e as cidades cresciam como cogumelos

 

então, encosto-me

à metade verde dos anjos

não vá,

de repente,

ser tarde demais para renascer

 

Maria João Brito de Sousa

in blog http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/



publicado por eva às 13:02
Domingo, 24 de Janeiro de 2010

 

A menina de vestido azul
Avança dois passos à minha frente.
O horizonte termina na linha do comboio
Que descortino subitamente.
 
A luz vermelha acende no preciso momento
Em que a menina de azul
Pisa o primeiro carril.
 
Grito, aceno, alerto,
Mas ela não me ouve.
 
O comboio passa e a menina permanece
Apesar dele, dos acenos e dos gritos.
Apesar da luz vermelha…
 
Sou eu quem não está lá,
Naquela inexistente passagem de nível
Onde acaba a linha do horizonte.

 

 



publicado por eva às 22:57
Sábado, 15 de Novembro de 2008
Na minha perspectiva o MAL é como uma ausência de BEM. Também o podemos abordar de uma vertente biológica e encará-lo como uma espécie de desequilíbrio. O medo é um conceito inerente à forma física semelhante à repulsa pela dor.
Aliás encaro sempre o medo como um desequilíbrio, uma disfunção. Também não vejo o "medo" exactamente da mesma forma que vejo o "mal". Penso que há pessoas que não temem o Mal e sim a ausência do Bem. Nunca me dei muito bem com a postura de "temer a Deus" porque acho perfeitamente repugnante a ideia de temer o Bem. Se for absolutamente necessário temer, então temerei a ausência de Bem. Se temer o mal, estarei a concebê-lo, a dar-lhe forma, a materializá-lo.
.

de Maria João Brito de Sousa
in “poetaporkedeusker
.


publicado por eva às 22:49
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