Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Domingo, 10 de Outubro de 2010

Jacques (Jacob) Offenbach (Colónia, Alemanha, 20 de Junho de 1819 — Paris, França, 5 de Outubro de 1880)

 

 

 

 

 

 

"Galope infernal" de "Orfeu nos infernos" 

com Hillevi Martinpelto, Heather Lorimer, Catherine Vandevelde, Doreen O'Neill, Zachos Terzakis, Koen Crucke

 

 

"Barcarola" (instrumental) de "Os Contos de Hoffmann"

 

"Barcarola" de "Os Contos de Hoffmann"

com Elina Garanca e Anna Netrebko

 

"Oh, que jantar" de "A Perichole" com Teresa Berganza

 



publicado por eva às 00:31
Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
Um devotado praticante de meditação, tendo passado anos concentrado num determinado mantra, havia conquistado interiorização suficiente para começar a ensinar. A humildade do estudante estava longe de ser perfeita, mas os mestres no mosteiro não se preocupavam com isso.
 
Após alguns anos de ensino bem sucedido, o praticante ficou com a certeza de que não precisava de aprender com mais ninguém; mas ao ouvir falar de um famoso ermitão, que vivia próximo, achou a oportunidade demasiado atraente para ser ignorada.
 
O ermitão vivia sozinho numa ilha no meio de um lago pelo que o praticante contratou um homem com um barco para o levar à ilha. O praticante foi  muito respeitoso com o velho ermitão. Depois de tomarem chá, o praticante perguntou ao ermitão sobre as suas práticas espirituais. O ermitão respondeu-lhe que não tinha nenhuma prática espiritual, à excepção de um mantra que ele repetia, todo o dia, para si mesmo. O praticante estava extasiado: o ermitão usava o mesmo mantra que ele; mas quando o ermitão pronunciou o mantra em voz alta, o praticante ficou estarrecido!
- O que está errado? - Perguntou o ermitão.
- Eu não sei que dizer. Receio que tenha desperdiçado toda a sua vida! O senhor está a recitar o mantra de forma incorrecta!
- Oh! Isso é terrível. Como deveria dizê-lo para estar correcto?
 
O praticante ensinou a pronúncia correcta e o velho ermitão ficou muito agradecido, pedindo para ser deixado a sós para que pudesse começar imediatamente a praticar.
Na travessia de regresso, o praticante, agora obviamente um mestre completo, veio a reflectir sobre o triste destino do velho ermitão.
"Foi muita sorte eu ter vindo. Pelo menos ele terá um pouco de tempo para praticar correctamente antes de morrer".
 
De repente, o praticante percebeu que o barqueiro estava a olhar assustado e, virando-se, viu o ermitão de pé, respeitosamente, sobre a água junto ao barco.
- Peço que me desculpe. Lamento incomodá-lo mas esqueci-me, de novo, da pronúncia correcta. Importar-se-ia de a repetir, por favor?
- Obviamente o senhor não precisa disto - gaguejou o praticante. Mas o ermitão insistiu educadamente no seu pedido até o praticante aceder e repetir novamente o mantra.
 
O velho ermitão foi recitando o mantra muito cuidadosamente, devagar e repetidamente, enquanto caminhava sobre a superfície das águas, de volta à ilha.
.
.

in "O Livro dos Contos Tibetanos"

.

.



publicado por eva às 19:30
mais sobre mim
Agosto 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
22
23
24

25
26
27
29
30
31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO