Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Um livro é como uma janela. Quem não o lê é como alguém que ficou longe da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem.

Khalil Gibran



publicado por eva às 00:38
Segunda-feira, 03 de Outubro de 2011

O mundo é um belo livro, mas é pouco útil a quem não o sabe ler.

Carlo Goldoni



publicado por eva às 00:37
Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Neste dia Mundial do Livro, umas perguntas de Eugénio de Andrade:

 

 

Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu dessas vogais
de um azul tão apaziguado?

E das consoantes, que lhes dirás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos cavalos?

Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas minúsculas
sementes que te confiaram?

Eugénio de Andrade

 

 

 

 

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Ilustração de Pierre Pratt


publicado por eva às 22:54
Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
Um devotado praticante de meditação, tendo passado anos concentrado num determinado mantra, havia conquistado interiorização suficiente para começar a ensinar. A humildade do estudante estava longe de ser perfeita, mas os mestres no mosteiro não se preocupavam com isso.
 
Após alguns anos de ensino bem sucedido, o praticante ficou com a certeza de que não precisava de aprender com mais ninguém; mas ao ouvir falar de um famoso ermitão, que vivia próximo, achou a oportunidade demasiado atraente para ser ignorada.
 
O ermitão vivia sozinho numa ilha no meio de um lago pelo que o praticante contratou um homem com um barco para o levar à ilha. O praticante foi  muito respeitoso com o velho ermitão. Depois de tomarem chá, o praticante perguntou ao ermitão sobre as suas práticas espirituais. O ermitão respondeu-lhe que não tinha nenhuma prática espiritual, à excepção de um mantra que ele repetia, todo o dia, para si mesmo. O praticante estava extasiado: o ermitão usava o mesmo mantra que ele; mas quando o ermitão pronunciou o mantra em voz alta, o praticante ficou estarrecido!
- O que está errado? - Perguntou o ermitão.
- Eu não sei que dizer. Receio que tenha desperdiçado toda a sua vida! O senhor está a recitar o mantra de forma incorrecta!
- Oh! Isso é terrível. Como deveria dizê-lo para estar correcto?
 
O praticante ensinou a pronúncia correcta e o velho ermitão ficou muito agradecido, pedindo para ser deixado a sós para que pudesse começar imediatamente a praticar.
Na travessia de regresso, o praticante, agora obviamente um mestre completo, veio a reflectir sobre o triste destino do velho ermitão.
"Foi muita sorte eu ter vindo. Pelo menos ele terá um pouco de tempo para praticar correctamente antes de morrer".
 
De repente, o praticante percebeu que o barqueiro estava a olhar assustado e, virando-se, viu o ermitão de pé, respeitosamente, sobre a água junto ao barco.
- Peço que me desculpe. Lamento incomodá-lo mas esqueci-me, de novo, da pronúncia correcta. Importar-se-ia de a repetir, por favor?
- Obviamente o senhor não precisa disto - gaguejou o praticante. Mas o ermitão insistiu educadamente no seu pedido até o praticante aceder e repetir novamente o mantra.
 
O velho ermitão foi recitando o mantra muito cuidadosamente, devagar e repetidamente, enquanto caminhava sobre a superfície das águas, de volta à ilha.
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in "O Livro dos Contos Tibetanos"

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publicado por eva às 19:30
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