Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Terça-feira, 08 de Maio de 2012

 

 

 

(Des)Armados

 

Armados da certeza que não morre,

Seremos sempre os filhos da verdade

E, sobre esta injustiça que nos cobre,

Semearemos cravos de vontade!

 

Armados, desarmados… como seja

Próprio ao desenrolar deste momento,

Anularemos jugo, insulto, inveja,

Daqueles que nos roubaram o sustento!

 

Cairão sob as armas que não temos

Quantos acreditarem que os tememos

E uns tantos que se vendem ao poder

 

Porque amanhã decerto venceremos

E (des)armados vamos porque cremos

Que quem de amor se armou, tem de vencer!

 

 

................................................................14.02.2012

 

In “Pequenas Utopias” de Maria João Brito de Sousa

 

 

No No lançamento de "Pequenas Utopias"

no Espaço Garrett em Grândola

   

  O 1º andar do Espaço Garrett em Grândola



publicado por eva às 11:52
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Toco este chão

Com olhos de quem beija

E sei que não embarcarei

Mais vez nenhuma

 

Chão de mim

Em mutação constante

Que outra força

De mim te afastaria?

 

Constantemente o toco

Com mãos ocas de um nada

Que despejo

E depois recolho

Cheias de um tanto

Que só eu desvendo

 

Por isso sei

Que não embarcarei

Enquanto as mãos

Puderem sentir

E pressentir

O chão que me deu vida

 

 

Maria João Brito de Sousa

in http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/

de 17.11.10



publicado por eva às 21:38
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Aqui estou,

completamente desdobrada

entre o meu eu do primeiro instante

e o meu eu do último segundo,

no momento exacto

em que acabo de riscar

o que foi escrito

e começo a desenhar

a primeira letra do que está por escrever

 

Isso sou,

não mais e nunca menos,

exceptuando o pequeno intervalo

entre ser e não ser

em que fui tão além

sem que pudesse escrevê-lo

porque escrever não fez

nem poderia ter feito o menor sentido

 

Irei,

enquanto se me não cumpre esta distância

entre antes e depois

e nada mais peço

se não este ser

gato-com-ou-sem-botas,

bicho-alado-sem-asas

ou fruto perfeitamente cristalizado

no mesmíssimo ponto

em que qualquer árvore É

antes de lhe apodrecer a raiz

e depois de a Vontade a ter tocado

seja em que universo for!

 

Maria João Brito de Sousa – 01.12.2010



publicado por eva às 12:36
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