Eva percorrendo umas vezes estradas, outras veredas. Caminhando sempre com amor e a esperança de encontrar a porta certa. Parando de vez em quando para retemperar forças... admirar uma flor… uma paisagem… fazer novas amizades... e meditar... e reencontrar velhos amigos... e demais companheiros de jornada!
Sábado, 14 de Maio de 2011

O Neojibá é um projeto que busca reduzir desigualdades sociais por meio do ensino e da prática orquestral para crianças e adolescentes baianos. Desde 2007, o Teatro Castro Alves acolhe a orquestra juvenil, composta por 107 instrumentistas. Em 2008, uma nova orquestra nasceu, com crianças de 5 a 12 anos que iniciaram a sua formação musical.

«Sempre tive interesse pelo social quando era jovem, mas fui feito para ser músico. Pela primeira vez, vi que dava para casar as duas coisas. Eu não era tão feliz na Europa. Não me traz felicidade, não me é suficiente dar concertos e recitais e receber milhares de dólares. Meu papel na sociedade não estava sendo bem cumprido. A possibilidade de trazer o programa e transformar alguma coisa fez com que eu aceitasse modificar a atividade como concertista e me dedicar ao projeto na Bahia.»  (Ricardo Castro)

A ideia vem de uma experiência testada e exercida na Venezuela há mais de 30 anos ininterruptos, que hoje ensina 250 mil adolescentes e crianças de distintas classes sociais em 140 núcleos de formação musical. O El Sistema, como é mais conhecido, mantém 154 orquestras juvenis e 70 infantis, revelando novos talentos e transformando a vida dos jovens em Caracas, a mais violenta capital da América do Sul. «Conheci o aclamado El Sistema em 2005, na Venezuela, em uma das minhas viagens como pianista. Ainda não tinha a repercussão mundial que tem hoje, mas imediatamente senti a força do que estava se passando por lá», conta Castro.

No Neojibá, os jovens têm a oportunidade de aprender a ler partituras e se dedicar à música clássica com afinco. Eles recebem instrumentos de acordo com sua vocação e fazem aulas diariamente. Em troca, os alunos devem continuar a frequentar a escola normal e a obter boas notas. «Pelo perfil de nossa sociedade, atingimos majoritariamente a população pobre e, com certeza, tiramos crianças da rua, mas isso é uma consequência do fato de oferecermos a todos, sem distinção, um ensino musical de qualidade comparável ao de grandes centros musicais», conta Castro. Além disso, o núcleo oferece não só a gratuidade do ensino como transporte e lanche. «Eles também têm uma bolsa, que varia de acordo com a idade, a orquestra em que atua, as responsabilidades e, por fim, o desempenho. Fazemos audições de avaliação constantemente».

 

in http://bravonline.abril.com.br/conteudo/brasil-cultura/projeto-neojiba-educacao-erudita-524981.shtml

 

 

 Ricardo Castro - Director, fundador e regente

da Orquestra Juvenil da Bahia

 

 Zequinha de Abreu - Tico-Tico no Fubá

 

Gershwin - Rhapsody in Blue



publicado por eva às 08:40
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